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Terceira noite do Canto 2017 traz ritmos brasileiros em diferentes roupagens

Quem esperava uma noite fria em Pirenópolis se surpreendeu. A terceira noite do Canto da […]

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30 de setembro de 2017

Terceira noite de shows
Quem esperava uma noite fria em Pirenópolis se surpreendeu. A terceira noite do Canto da Primavera contou com uma programação variada, com ritmos brasileiros que deixaram o público maravilhado do início ao fim. Subiram ao palco da Mostra de Música de Pirenópolis os artistas Everson Bastos, Maria Eugênia e Rogério Caetano que contou com a parceria dos músicos Cristóvão Bastos e Marcos Pereira. Também se apresentaram os grupos Charanga Jazz, Marcelo Maia e Banda do Peçanha e, para finalizar a noite em alto astral, o grupo Abluesados fechou a noite com chave de ouro. 
O pianista Everson Bastos deu início às apresentações no Cine Pireneus com um show que trouxe ao público uma seleção cuidadosa de canções da MPB com uma mistura de música erudita, e essa mescla deu liga. O artista, que tem mais de 20 anos de carreira, é professor da Universidade Federal de Goiás (UFG). No repertório, músicas autorais e arranjos singulares de obras consagradas do cenário nacional e internacional.
            Na sequência, Maria Eugênia assumiu o palco esbanjando simpatia e intimidade com o público. A cantora sambou e desfrutou o show com quem a acompanhava. Dominou a audiência e desceu do palco para cantar com um público que fazia muitas vezes mais que apenas um acompanhamento. A sintonia entre cantora e plateia era clara. Emocionada, a goiana cantou “Romaria” com o público em uníssono, elevando o momento para o ponto alto do show. A artista ainda cantou “Vem Morena”, de Luiz Gonzaga, para finalizar o espetáculo.
            Rogério Caetano entrou no Cine Pireneus com uma espontaneidade que, de cara, conquistou a todos. Com maestria, Caetano iniciou a apresentação com composições próprias e logo mostrou porque é considerado um dos maiores instrumentistas do país. Nascido em Goiânia, Rogério Caetano construiu uma carreira nacional, hoje vive no Rio de Janeiro. Acompanhando dos amigos e parceiros musicais, Cristóvão Bastos, pianista, e de Marcos Pereira, violão, Caetano seguiu o formato do projeto “Rogério Caetano convida”, onde o artista divide o palco com músicos brasileiros de referência, com leveza e descontração entre uma música e outra. Ora Rogério tocava ao lado de Cristóvão, ora ao lado de Marcos, ora os três dividiam o palco apresentando uma qualidade impressionante e uma distinta afinidade.
            Nesta sexta, com mais gente na cidade, foi possível identificar sotaques originários de norte a sul do país. Como foi o caso de Miryan Ribeiro. Falando um paulistanês inconfundível, a turista do interior de São Paulo, contou que é a primeira vez que visita Pirenópolis. “A cidade é muito legal. Com certeza vou querer voltar”, afirma. E sobre o Canto 2017, Miryan disse ter se surpreendido com a qualidade do Mostra e por tudo que é oferecido, sendo gratuito. “Estou gostando muito (do Canto 2017) e é muito interessante ver a acessibilidade do evento. É uma mostra gratuita e acessível a todos”, constata.  
            A sexta-feira trouxe uma novidade para a edição 2017 do Canto da Primavera. Inaugurando o palco da área externa do Cine Pireneus, no entroncamento com o Teatro Sebastião Pompeu de Pina, o grupo de metais Charanga Jazz. A banda animou o público em uma noite extremamente agradável ao tocar clássicos do chorinho em uma intepretação com metais.  E com sentimento de nostalgia, o público complementava a apresentação cantarolando os grandes clássicos. E para encerrar a apresentação no Canto 2017, sob aplausos da plateia, o Charanga Jazz tocou o hino extraoficial brasileiro –  Aquarela do Brasil.
            Marcelo Maia e a Banda Peçanha subiram ao palco prometendo não deixar ninguém parado. E cumpriram. Com um contrabaixo dando cadência, Marcelo Maia conduziu a apresentação com composições próprias e entre elas, as contextualizava. Maia relatou quais influências que o levaram a ter um som tão original, do blues, passando pelo jazz e com um bocado de Choro. O músico tornou o show um momento íntimo com a plateia ao confessar histórias familiares, desde que a mãe dizia que não entendia a música dele e por isso não ouvia e quando disse que ia vender os discos dele, acabou comprando tudo. Claro, o público curtiu do início ao fim.
            De volta ao palco interno do Cine Pireneus, a virtuosidade do grupo Abluesados botou o público de pé com uma mistura de ritmos brasileiros com o blues. A gaita singular do líder da Abluesados, Pablo Faria, emocionou a plateia que ovacionava entre uma música e outra. Para terminar a apresentação, Pablo convidou o artista Jefferson Leite para se juntar a eles e de improviso, tocar gaita. A jam do Abluesados com Jefferson deixou a plateia pedindo mais, e teve. Mais uma música que deixou todos de pé a aplaudir. Coisas que só acontecem no Canto da Primavera 
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