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Entrosamento e alto astral marcam show de Marco Lobo Quinteto

        Quem passou pelo Cavalhódromo na noite desta quinta-feira, 5, e viu […]

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6 de outubro de 2017

        Quem passou pelo Cavalhódromo na noite desta quinta-feira, 5, e viu o percussionista Marco Lobo tocar, entendeu logo na primeira música o motivo do artista ser reconhecido não só nacionalmente como também internacionalmente. Ao lado dos músicos Cuca Teixeira (bateria), Marcelo Mariano (baixo), Rafael Vernet (teclado) e Widor Santiago (sax e flauta), que também têm longa trajetória no cenário musical, Marco Lobo encantou o público ao fazer música a partir de diferentes instrumentos e recursos no palco da 18ª edição do Canto da Primavera. O show contou com participação especial da cantora mineira Paula Santoro.

        Do início ao fim, predominou na apresentação o espírito de parceria entre os músicos do quinteto, que pareciam se divertir não só com o público, mas também entre si. O prazer em tocar, em fazer música, ficava mais visível a cada nova canção que o grupo oferecia à plateia. A presença de Paula Santoro também marcou o show desta quinta-feira. A voz potente da cantora trouxe o público para ainda mais perto, fortalecendo o entrosamento dos artistas com quem acompanhava o show. O repertório selecionado para a noite fez um passeio pelo jazz, maracatu, samba, baião e balada.

        Um dos pontos altos do show foi o solo feito por Marco Lobo, onde o percussionista reproduziu o som da natureza a partir do corpo e objetos como conduítes, tubos de plástico flexíveis. Quem aceitou a experiência de fechar os olhos ao longo da exposição, certamente teve a sensação de estar dentro de uma mata fechada ouvindo o som do vento e pássaros que cantavam no local.

        Rosane Regis, que tem 65 anos e mora em Pirenópolis há 35, comentou sobre a satisfação que tem em poder assistir ao show de Marco Lobo nessa edição em que a Mostra chega à maioridade e sobre o trabalho que ele estava desenvolvendo com seus companheiros. “Sou fã! Fã de carteirinha”, destacou ela ao explicar que conheceu o percussionista na Mostra de Música de Pirenópolis. “Participei de todas as edições do Canto da Primavera e justamente no evento, durante um workshop em um domingo, foi que eu conheci o Marco. Sou uma admiradora do trabalho dele até hoje”, ressaltou.

       O show foi ainda uma oportunidade para dançar do começo ao fim. Inclusive, a última música do repertório foi um maracatu, que fez com que a apresentação terminasse do mesmo jeito que começou: com o astral lá em cima.

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