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Com alegria, Mart’nália põe samba no pé do público no Cavalhódromo

            Para encerrar a última sexta-feira, 7/10, da Mostra de […]

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7 de outubro de 2017

            Para encerrar a última sexta-feira, 7/10, da Mostra de Música de Pirenópolis, que este ano chega a sua 18ª edição, o público contou com a energia e simpatia da carioquíssima Mart’nália. O show, que fez o público sambar do início ao fim no Cavalhódromo, foi antecedido por Fernando Perillo, que se apresentou acompanhado da Banda Kalunga.

            Atração principal do dia, Mart’nália correspondeu às expectativas por se apresentar com uma alegria que contagiou a todos. Antes do show, conversou com a imprensa e disse que se sentia lisonjeada por ter sido convidada a participar do Canto da Primavera. A cantora, que nunca havia visitado a cidade turística, contou que era um destino dos sonhos. “Como carioca, gosto da natureza e sempre quis visitar a cidade. É muito bom estar aqui. E se der, vamos para uma cachoeira antes de ir embora”, assegurou.

            Mart’nália não só divertiu o público, como também se divertiu no palco. Dançava, cantava, tocava cavaquinho, percussão, pandeiro – pintou o sete. O show começou com um samba, para chegar devagarinho, como o pai, Martinho da Vila. E foi com o samba que a cantora começou a carreira. Mart’nália confessou que nasceu na música – pai e mãe músicos e, por isso, não tinha outro caminho. “Nasci na música, não aprendi em uma escola. Mas vejo o projeto (do Canto da Primavera) e acho muito legal. É um espaço para novos músicos terem acesso aos instrumentos”, disse, referindo-se às oficinas gratuitas oferecidas pelo festival.

O projeto de Mart’nália, +Misturado, trouxe para Pirenópolis seus principais sucessos e interpretações com uma personalidade incrível. Ao longo de cerca de duas horas, cantou músicas de Caetano Veloso, Geraldo Azevedo, Djavan, entre outros. Quando começou a se despedir, pouco depois da meia-noite, ainda compartilhou com o público dançante pelo menos mais cinco músicas. E que não foram suficientes para evitar o pedido de “bis” quando as luzes do palco se apagaram.

Em casa

Mais cedo, o palco do Cavalhódromo recebeu um velho conhecido da cidade, Fernando Perillo, acompanhado da Banda Kalunga. O cantor agradeceu a presença do público, e em especial da sua filha, que é nascida e criada em Piri. Durante o show, ele teve o acompanhamento da segunda voz de um público, que tinha todas as letras decoradas e cantava uma música após a outra.

Fernando Perillo está entre os quatro maiores representantes da MPB produzida em Goiás. Foi um dos primeiros a exaltar, por meio da música, as riquezas naturais do Estado. No show, ainda fez uma homenagem ao cantor Luiz Melodia, que faleceu em agosto.

Ambiente familiar

As amigas Brisa Morais e Ana Paula Martinez estavam na plateia. Brisa conta que o Canto está cada vez mais com ambiente familiar – e com uma estrutura que impressiona. “Eu sou daqui de Pirenópolis, já perdi a conta de quantas vezes eu vim, e nunca tinha visto uma estrutura como essa, está impecável”, diz.

Segundo Ana Paula, o festival está com o perfil adequado para atender a todos os tipos de público. “A estrutura hoje permite que possamos trazer a criançada, que pode se divertir com segurança”, comentou.

A Mostra de Música de Pirenópolis vai até domingo, 08/10 e terá as atrações de Hamilton de Holanda com o Baile do Almeidinha e dupla sertaneja André e Andrade.

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